terça-feira, 3 de janeiro de 2012

2012

Meio do mato.
Na cambalhota do ano, desde muito é assim, cuido de agradecer:
à felicidade do encontro - nossa doce princesa, a cozinheira das palavras, os sócios cada vez mais irmãos, meu cúmplice palhaço, meus comparsas de mínimo: "Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios.";
à alegria dos presságios: o disco extra-super e o livro de retratos, som e silêncio, construídos com carinho e em boa companhia, mãos em mãos, que transbordarão, reluzentes, em tons de cru, ouro, magenta, preto e ferrugem, como as placas de lata fora de registro e os tapetes impressos garimpados da sucata da cidade, luxo no avesso espelhado, brasis;
ao amor infinito e profundo: pai, mãe, irmãs e irmão, e os seus; meus dois filhos; meu homem - eu não canso de me surpreender por ser tão assombrosamente afortunada, a mulher mais feliz da cidade.
O ano começa ensolarado e quieto.
Releio a terceira margem do rio pra não esquecer de angariar coragem e vigilância. Releio as cidades invisíveis pra guardar na memória a travessia e todos os confins. Leio a arte cavalheiresca do arqueiro zen pra aprender a leveza e o vazio.
Meu coração e meu corpo sabem do cuidado que cada flor requer: devir.

5 comentários:

sua disse...

3. infinito.

hebe disse...

Trago no coração a alegria de tê-la tido e oferecido ao mundo tanta formosura.
De: sua mãe
Para: você

O prefeito disse...

um bem-vindo e bem-aventurado ano para nossa graça ridícula,para tu e teu homem e tuas crianças, no balanço das andanças geraes e na bênção do mistério que há por trás das montanhas.

Anônimo disse...

já era phodona inda vem com cheiro de mato

Flávia Galvão disse...

Que linda a tua felicidade.... que encontro e contágio.
Todos os cuidados para vocês.